A professora Maria Eduarda Paulino, de 26 anos, presenciou o marido ser assassinado a tiros, na noite de 8 de outubro, em um crime que segue sem desfecho. Ela classificou este como o pior dia da sua vida.
Quase um mês após a morte de Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, a família segue sem respostas, perdendo, pouco a pouco, as esperanças de que seja feita justiça. Uma das hipóteses levantadas inicialmente pela Polícia é de que o crime tenha sido motivado por conflitos familiares envolvendo divisão de herança.
O crime aconteceu na cidade de Confresa, em frente à residência do casal, quando estacionavam o carro. Bruno estava no banco do carona, com a enteada pequena no colo. Ele levou seis tiros nos braços e nas costas enquanto protegia a criança de ser atingida.
Maria Eduarda contou, em entrevista ao MidiaNews, que algumas semanas antes do ataque já estava com o coração apertado, sentindo-se incomodada em casa e pedindo para mudarem de cidade.
Segundo ela, o marido chegou por volta das 19h em casa e, durante o jantar, ela viu um vulto pela janela e ficou assustada. Bruno saiu para ver se havia alguém e não encontrou nada.
Ele saiu para abastecer o carro e chamou a mulher, colocando nas mãos dela as chaves do veículo. “Ele estava me ensinando a dirigir”. No trajeto, Bruno decidiu passar no trabalho para pegar algumas ferramentas e ficou por lá, enquanto Maria Eduarda voltou para casa de carro para trocar a filha. Em casa, outro episódio tirou a paz da jovem.
“Eu ia fazer a neném dormir e soou o alarme da minha bicicleta elétrica, que estava estacionada no meio da porta. É como se alguém tivesse tentado abrir a porta encostado na bicicleta, ela alarmou e fecharam a porta devagarinho”, disse.
Assustada, Maria Eduarda pegou a filha e foi buscar o marido. “Apaguei o carro umas três vezes antes de sair de casa e mais umas duas vezes na esquina antes de chegar ao serviço dele. Cheguei nervosa e contando que soou o alarme da minha bicicleta”.
Bruno colocou algumas caixas dentro do carro, pegou a enteada e entregou novamente as chaves do carro à esposa. “Bora, você vai voltar dirigindo”, disse ele.




