Player
Tocando Agora
Carregando...
POINT DO SABORLAVA JATO ALMEIDARM FARMA POPULAR

Parlamentares bolsonaristas chamam veto da dosimetria 'declaração de guerra' no Brasil

Parlamentares bolsonaristas chamam veto da dosimetria 'declaração de guerra' no Brasil

Parlamentares mato-grossenses de partidos de direita criticaram o veto do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (8), ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. Para os liberais, a data utilizada para o veto soou como uma ironia. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e no Senado Federal, sendo encaminhado para sanção ou veto do presidente ainda no ano passado.

O deputado federal Coronel Assis (União) publicou vídeo em que rechaça a decisão de Lula em vetar o projeto integralmente e argumenta que a aprovação do texto no Congresso reflete um desejo popular. Ele ainda criticou o veto ser aplicado justamente na data em que marca os 3 anos dos atos.

“Ele não vetou em qualquer dia, vetou hoje, exatos 3 anos após o que ele chama de tentativa de golpe. Uma armadilha para criminalizar qualquer oposição a essa tirania posta no país. Isso não é politica. Escolher essa data para vetar o projeto que trataria equilíbrio a razoabilidade para as aberrações feitas é uma declaração de guerra contra quem ousar discordar. O congresso aprovou e isso foi a vontade do povo representada por seus deputados e senadores. Mas lula sempre está acima de tudo e de todos, ele governa para sues interesses e saciar sua sede de vingança”, disparou.

Quem também se posicionou foi a colega de parlamento de Assis, a deputada Coronel Fernanda (PL), que em seu Instagram divulgou vídeo do momento em que Lula assina o veto, enquanto apoiadores gritam “sem anistia”. A deputada ainda convocou parlamentares a derrubarem o veto quando a matéria retornar ao Congresso.

“Absurdo! Lula veta o projeto que fazia o mínimo de justiça ao Brasil, em um evento esvaziado e sem respaldo popular. Agora, temos a obrigação de derrubar esse veto. O Brasil não aceita retrocessos de um presidente descondenado”, expressou.

O também liberal, deputado Rodrigo da Zaeli (PL), focou as críticas na quantidade de presentes no evento organizado no Palácio do Planalto para a assinatura do veto. Ele replicou vídeos em que rotula o evento como um “fiasco”, “decepção de público” e “totalmente vazio”.

O deputado Nelson Barbudo (PL) classificou o ato como uma "das maiores injustiças da história recente". “Hoje completamos 3 anos do 8 de janeiro. Mais de 800 pessoas já foram condenadas e segundo levantamentos independentes ao menos 100 ficam presos. De Mato Grosso foram cerca de 80 cidadãos envolvidos no processo e muitos sem sentença definitiva, pagando um alto preço, distante da promocionalidade e da justiça”, enfatizou.

Próximos passos 

O evento desta quinta-feira (8) ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão aos 3 anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Os presentes na cerimônia, em sua maioria membros do staff de Lula e apoiadores, comemoraram a decisão do petista. Apesar do veto, a decisão do presidente pode ser revista no Congresso. Os parlamentares podem manter ou derrubar o veto presidencial. Para a derrubada, são necessários 257 votos de deputados e 41 de senadores.